Avaliando os riscos da cirurgia da obesidade em adolescentes PDF Imprimir E-mail

 

“Em casos de obesidade mórbida a cirurgia bariátrica ainda na adolescência pode ser a solução para problemas médicos e psicológicos.”

 

CINCINNATI – Amanda Munson de dezessete anos ganhou confiança e energia após perder 18 dos 134 quilos depois da cirurgia para perda de peso e diminuição de sua diabete. 

 

“As pessoas me dizem que eu não só estou mais magra, mas eu pareço brilhar – talvez porque eu estou muito mais feliz”, disse. Com 1,67 de altura a estudante do último ano do ensino médio das proximidades de Burlington, Ky., espera perder  entre 34 e 45 quilos mais. 

 

Munson é a primeira de 200 adolescentes que serão registrados em um estudo federal de cinco anos sobre os benefícios e riscos da cirurgia bariátrica em adolescentes. 

 

A cirurgia tem sido eficaz no tratamento de obesidade grave em adultos. Pesquisadores querem saber se adultos e adolescentes que passaram pela cirurgia tem problemas de saúde significativamente diferentes e se existe algum benefício ao se fazer a cirurgia mais cedo.

 

Os pesquisadores estão respondendo ao problema crescente da obesidade extrema entre os jovens. 

 

“Nós sabemos que a cirurgia bariátrica é eficaz para perda de peso. Nós só precisamos documentar cuidadosamente como os adolescentes respondem.”, diz o Dr. Thomas Inge professor associado de pediatria e cirurgia no Cincinnati Children’s Hospital Medical Centre, que está dirigindo o estudo.

 

Dados recentes do Centro de Prevenção e Controle de Doenças sugerem que cerca de 2 milhões de adolescentes americanos serão extremamente obesos e terão complicações vistas anteriormente só em adultos. 

 

Enquanto cirurgia de perda de peso em adultos ainda é mais comum, um número estimado de 2.744 jovens de todo o país foram operados entre 1996 e 2003, triplicaram entre 2000 e 2003, de acordo com um estudo anterior co-dirigido por Inge. 

 

Os médicos esperam que a pesquisa mostre que obesidade grave em adolescentes é associada a problemas médicos e psicológicos que podem ser tratados com maior eficácia durante a adolescência que durante a vida adulta. 

 

“O que fascina é que adolescentes ainda podem ter meia dúzia de complicações da obesidade que a cirurgia – em meses – e não semanas – pode remediar”, disse Inge, quem tem feito essa cirurgia em adolescentes por 5 anos. 

 

O Instituto Nacional de Diabetes e Desordens Digestivas e de Rim [National Institute of Diabetes, Digestive and Kidney Disorders] forneceu mais de US$ 5 milhões no ano passado para o estudo. O Texas Children’s Hospital de Houston, o Children’s Hospital do Alabama em Birmingham e a Universidade de Pittsburgh também estão coletando dados. 

 

Os pesquisadores vão comparar os dados, antes e depois da cirurgia, de fatores de saúde que incluem níveis de colesterol, função do fígado, risco cardiovascular e indicadores de diabetes. Essas descobertas serão comparadas com os dados de um estudo similar feito em adultos que são obesos desde a adolescência, mas só agora fizeram a cirurgia. 

 

Os participantes já marcaram a cirurgia e devem ter complicações relacionadas à obesidade como diabete tipo 2, apnéia do sono, pressão alta ou outros fatores de risco cardiovascular. 

 

Informações sobre os efeitos sociais e psicológicos da cirurgia em adolescentes também serão coletadas. Obesidade grave pode levar a baixa auto-estima, menor interação social com os colegas e depressão. 

 

Kerri Green, diretora de educação do Weller Health Education Center em Easton, Pa., acredita que esse tipo de estudo é necessário para descobrir se pessoas jovens conseguem entender as conseqüências físicas, psicológicas e emocionais da cirurgia bariátrica, que devem ser utilizados apenas por razões médicas.

 

”Nós vemos muito do que podemos chamar de fenômeno “Extreme Makeover”, onde crianças vêem a cirurgia como uma forma rápida de reparação de seus maus hábitos alimentares e falta de exercícios”, diz. 

 

A mãe de Munson, Barbara Farnsworth, diz que esgotaram todas as opções antes de recorrerem à cirurgia. “Machuca ver sua filha lutando e se deprimindo e ouvindo os médicos dizerem que ela não chegará aos 30 se ela não perder peso”, diz Farnsworth. “Essa é só uma ferramenta, mas agora eu vejo um futuro para Amanda que não existia.” 

 


 

 

 

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