Cirurgia Plástica para jovens PDF Imprimir E-mail

 

É crescente o número de adolescentes que buscam a cirurgia plástica para corrigir formas indesejadas.

 

Dumbo, Pinóquio e Olívia Palito são personagens de desenhos infantis que podem se tornar o pesadelo de muitos adolescentes. Estes são os apelidos mais comuns para quem tem orelhas em abano, o nariz mais avantajado e para as magrelas. Principalmente na época do colégio, estes defeitos são motivos de brincadeiras um tanto cruéis, que acabam abalando a auto-estima numa das fases mais confusas da vida, a adolescência.

 

Numa época em que a ditadura da beleza é imposta na moda, em revistas e na televisão, a cirurgia plástica surge como alternativa mágica para corrigir o que a natureza não fez direito. A evolução das técnicas, assim como a multiplicação de clínicas e famosos que recorrem ao procedimento facilitou muito o acesso à cirurgia. Mas mesmo com toda essa visibilidade, é preciso ter o pé no chão e respeitar os limites do corpo antes de uma intervenção desse tipo.

 

Requisitadas

Uma das mais procuradas pelos adolescentes, a otoplastia (redução das orelhas em abano) é a menos invasiva e pode ser feita a partir dos quatro anos de idade. A rinoplastia (correção no nariz) é recomendada apenas após os 16 anos, quando o crescimento está estabilizado. Para eles, não poder usar boné ou tirar fotos de perfil é uma verdadeira tortura. A cartilagem dessas partes do corpo continua crescendo ao longo da vida, mas isso não altera o resultado da cirurgia.

 

De acordo com o cirurgião plástico Gustavo Tilmann, intervenções no corpo, como lipoaspiração e implantes de silicone, devem ser feitas após a maioridade. Não por motivos burocráticos, mas sim por motivos biológicos, pois nessa fase, o corpo já está praticamente desenvolvido. Menores de idade precisam de autorização por escrito dos pais para operar.

 

Algumas cirurgias não são simplesmente estéticas, como a ginecomastia (redução das mamas masculinas). O desenvolvimento acentuado das glândulas pode acontecer durante a puberdade por causa das variações hormonais e a cirurgia deve ser feita para diminuir o risco de tumores. Nas mulheres, a redução dos seios acontece quando o peso ocasiona problemas de postura.

 

Ainda segundo o Dr. Tilmann, cirurgias corretivas podem ser feitas em qualquer fase da vida, tanto no corpo quanto na face . Procedimentos estéticos menores, como preenchimento labial (que deixam os lábios carnudos à la Angelina Jolie) e ocidentalização das pálpebras (para arredondar os olhos dos descendentes de orientais) também exigem que o paciente seja maior de idade.

 

Imediatismo
Quando procuram o consultório médico, os adolescentes já sabem exatamente o que querem mudar. Alguns abrem mão da tradicional festa de 15 anos ou da sonhada viagem à Disney para saciar o ego e deixar de ser motivo de piada. Muitos pais apóiam os filhos nesta empreitada, outros apenas o fazem para não ter um rebelde dentro de casa.

 

A verdade é que a cirurgia plástica satisfaz a ansiedade dos adolescentes. A rapidez do resultado faz com que as dores e os hematomas do pós-operatório sejam facilmente superados. Hábitos de vida saudáveis, como uma dieta equilibrada e atividade física regular são substituídos pelo bisturi.

 

Se por um lado uma boa imagem facilita o convívio social e eleva a auto-estima, por outro, não precisar encarar os próprios defeitos no espelho acaba retardando o desenvolvimento emocional numa fase em que a personalidade ainda está em formação.

 

 


 

 

 

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