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Cirurgia Plástica Pós-Gestação PDF Imprimir E-mail

 

Com os avanços nas técnicas brasileiras de cirurgia plástica, as mudanças no corpo causadas pela gestação podem ser corrigidas.


Ninguém duvida que a gravidez seja uma das maiores satisfações na vida de uma mulher. O problema é que a natureza costuma cobrar um preço alto por esse momento único: a perda da forma física. Depois que o pequeno infante já deu as caras no mundo, a feminilidade representada pelo barrigão dá lugar a sinais que afetam a auto-estima das mamães. Isso porque os seios murcham, as estrias ganham atenção e o acúmulo de gordura e flacidez no abdome, nas costas e nos quadris começa a incomodar. A boa notícia é que tudo isso pode ser corrigido pelas mãos de um cirurgião plástico.

 

No entanto, antes de qualquer coisa, vale um alerta. Às mulheres apressadas, que pensam em encarar uma mesa cirúrgica enquanto ainda carregam o pimpolho no ventre, aí vai o conselho do cirurgião plástico porto-alegrense Flávio Borges Fortes, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: "Qualquer tipo de procedimento cirúrgico está contra-indicado durante a gestação por causa da influência da anestesia sobre o feto em evolução", explica.

 

Mas isso não quer dizer que a futura mãe fica sem meios para cuidar da forma física enquanto grávida. Uma alimentação correta (com frutas, verduras, proteínas e carboidratos) e a prática de exercícios físicos orientados por profissionais (hidroginástica é uma boa dica), para estimular a circulação tecidual, ajudam - e muito! - a atenuar os efeitos do estica-e-puxa da pele e o inevitável ganho de peso. "Fazer muita massagem e usar bastante creme hidratante também é fundamental para garantir a firmeza do corpo", aponta a dermatologista Cristine Almeida de Carvalho, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

 

Além disso, é importante destacar o porquê de muitas mulheres ficarem com tantas imperfeições estéticas pós-gestação enquanto outras sequer parecem ter acabado de dar à luz. "Isso depende muito da pré-disposição individual, de fatores hormonais, controle do peso durante a gravidez e cuidados com a pele (uso de cremes a base de óleo de amêndoas, por exemplo), além, é claro do tamanho do bebê", esclarece Flávio. "É claro que ainda existem algumas beneficiadas pela natureza que, mesmo sem cuidarem-se, não apresentam problemas estéticos", completa.

 

De acordo com o médico, o ganho de peso associado ao aumento do útero intra-abdominal exerce forças de expansão da musculatura e da pele do abdome e da cintura. Dependendo da qualidade da pele da gestante, as conseqüências podem ser desastrosas, já que se formam estrias e flacidez. Em relação a outras áreas do corpo, os danos são motivados, principalmente, em função dos quilinhos a mais, do descuido com a dieta e do sedentarismo durante a gestação. Até o nono mês, a pele do abdome e das mamas sofre uma distensão correspondente ao aumento de peso entre 30 e 40 quilos. É como se a mulher engordasse abruptamente e perdesse tudo de uma só vez, no momento do parto.

 

Os médicos são unânimes em afirmar que o único tratamento com 100% de eficácia para manter o corpo perfeito é: não engravidar. Mas como nem todas as mulheres querem dispensar essa dádiva, algumas cirurgias podem ajudar as mamães a recuperar a harmonia corporal. E boa parte dos procedimentos é de rápida recuperação. Basta que o organismo tenha voltado às condições normais, ou seja, com o equilíbrio hormonal restabelecido, os tecidos desinchados, e musculatura e pele acomodadas às novas formas. "Cirurgias de seio devem aguardar, no mínimo, 6 meses após parar de amamentar. Já as abdominais, como lipoaspiração e plástica, aconselho esperar, no mínimo, 9 meses", sinaliza o cirurgião plástico.

 

Confira agora as plásticas mais indicadas por quem passou pela gravidez:


Seios caídos
Visivelmente agradáveis por seu tamanho na gravidez, devido à ação da prolactina, hormônio da produção de leite, os seios mudam de aparência no fim da amamentação. Eles tendem a cair devido ao estiramento da pele, semelhante ao que ocorre com o abdome. A melhor medida é a cirurgia de elevação dos seios, ou mastopexia, que é realizada sob anestesia local e sedação, e reestrutura todos os tecidos internos da mama. "Os tecidos são elevados, presos à musculatura peitoral e a pele flácida é retirada. A cicatriz resultante é em forma de fechadura, ao redor da auréola e descendo em direção ao sulco submamário", indica Flávio Borges Fortes.

 

Quando a mama é pequena e a flacidez, discreta, muitos médicos aconselham a inclusão de próteses de silicone, que ainda dão um aspecto mais bonito às mamas. "O tecido mamário é preservado, de maneira que a paciente pode ter outras gestações e amamentar", garante o cirurgião. Alguns especialistas, no entanto, descartam a hipótese de colocar silicone durante a amamentação, pelos riscos que envolvem o procedimento. Nos casos de mamas grandes e flácidas, a mamoplastia de redução corrige o problema, mas deve ser feita com extremo cuidado, para não afetar a sensibilidade erógena da região.

 

Acúmulo de gordura
Para quem após o parto desenvolveu saliência no abdome, é bom saber que isso acontece porque os músculos sofrem um afastamento ao perderem a força para manter as vísceras na cavidade abdominal. Assim, eles projetam a barriga para frente. Para solucionar esse outro defeitinho, a cirurgia mais sugerida é a abdominoplastia, que retira a pele e ao mesmo tempo aproxima os músculos frouxos. A cicatriz fica parecida com aquela das cesarianas. Além disso, ela não impede que a mulher tenha novas gestações.

 

Já no caso do acúmulo de gordura na parte baixa das costas e cintura, que permanece após a retomada do peso normal, devido à alteração dos hormônios, a abdominoplastia pode ser associada à uma lipoaspiração. O cirurgião plástico, no entanto, lembra que no caso das mulheres que optam apenas pela lipo, a flacidez não vai embora.

 

Estrias
"Até hoje não se descobriu um tratamento que remova completamente as estrias", avisa Flávio. Mas não precisa arrancar os cabelos. Muitos procedimentos são capazes de eliminá-las em até 70%, especialmente se ainda são recentes (ou seja, avermelhadas). "Ácidos de diversos tipos, microdermoabrasão, intradermoterapia, laser, luz pulsada ou isolada, quando aplicados conjuntamente, podem garantir bons resultados à essas cicatrizes", diz a dermatologista Cristine Almeida de Carvalho. De acordo com ela, esses tratamentos estimulam a pele com substâncias importantes como colágeno, elastina e vitamina C.

 

A maioria das mulheres, durante a gravidez, apresenta estrias nos seios e no abdomem,  embora as danadinhas também costumem aparecer no dorso e nas pernas. Parte delas pode ser retirada, ainda, durante o procedimento cirúrgico, no caso de quem opta pela retirada da pele.

 


 

 

 

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